É esse o tipo de som que eu considero psicodélico. Um caos organizado, loucura total. Coltrane com sua improvisação leva os amantes do Jazz a loucura. O cara tem um estilo muito peculiar e transita em muitas vertentes do Jazz. É um dos meus prediletos. Os textos abaixo foram tirados da Wikipedia.
John William Coltrane (kōl'trān) - (Hamlet, Carolina do Norte, 23 de setembro de 1926 — Long Island, Nova Iorque, 17 de julho de 1967) foi um saxofonista e compositor de jazz norte-americano, habitualmente considerado pela crítica especializada como o maior sax tenor do jazz e um dos maiores jazzistas e compositores deste gênero de todos os tempos. Sua influência no mundo da música ultrapassa os limites do jazz, indo desde o rock até a música erudita. Atuou principalmente durante as décadas de 1950 e 1960. Embora tocasse antes de 1955, seus principais anos foram entre 1955 e 1967, durante os quais reformulou o jazz e influenciou gerações de outros músicos. As gravações de Coltrane foram prolíficas: ele lançou cerca de 50 gravações como líder nestes doze anos, e apareceu em outras tantas lideradas por outro músicos. Através de sua carreira, a música de Coltrane foi tomando progressivamente uma dimensão espiritual que iria consagrar seu legado musical. Junto com os saxofonistas tenores Coleman Hawkins, Lester Young e Sonny Rollins, Coltrane mudou as perspectivas de seu instrumento. Coltrane recebeu uma citação especial do Prêmio Pulitzer em 2007, por sua "perita improvisação, musicalismo supremo e um dos ícones centrais na história do jazz."
My Favorite Things foi gravado entre 21 e 26 de outubro de 1960. O grupo era formado por um quarteto, com John Coltrane (saxofone), McCoy Tyner (piano), Elvin Jones (bateria) e Steve Davis (baixo). Um álbum em que Coltrane introduz revisitações harmônicas mais complexas de músicas como "My Favorite Things" (uma valsa de Richard Rodgers & Oscar Hammerstein), e "But Not For Me" (de George Gershwin). Em uma época em que o saxofone soprano se tornava obsoleto, Coltrane demonstrou com ele uma inventiva habilidade para o idioma do jazz. Seu último álbum para a Atlantic é Olé Coltrane, gravado em maio de 1961. Depois ele assinaria com a Impulse! Records gravando Africa/Brass. Geralmente, é dito que o motivo por Coltrane ter assinado com o selo Impulse! seria que assim ele poderia trabalhar com o engenheiro de som Rudy Van Gelder novamente, o qual tinha trabalhado com Miles Davis nas sessões para a Prestige Records, assim como para seu álbum Blue Train. Seria no novo estúdio de Van Gelder em Englewood Cliffs, Nova Jerséi, que Coltrane gravaria muitos dos seus discos para o selo. No começo de 1961, o baixista Steve Davis seria substituído por Reggie Workman, enquanto ingressava também no grupo o saxofonista Eric Dolphy. O quinteto tocou no clube de jazz Village Vanguard em novembro de 1961, o qual lançaria essa gravação no álbum Live at the Village Vanguard, um LP com uma improvisação de 16 minutos da música "Chasin' the Trane". Apresentando em sua maioria músicas experimentais, influenciadas por ragas indianas, os recentes desenvolvimentos do jazz modal e o nascente movimento do free jazz. Os saxofonistas Sun Ra e John Gilmore foram uma de suas principais influências; uma das canções de vanguarda mais celebradas naquela época, "Chasin' the Trane" foi fortemente influenciada pela música de Gilmore.
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